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Operação Replay: DRACO sequestra R$ 17 milhões em bens

Operação Replay: DRACO sequestra R$ 17 milhões em bens

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta terça-feira a Operação Replay, cumprindo 10 mandados de prisão preventiva contra integrantes de uma organização criminosa investigada por lavagem de capitais e atividades ilícitas. A ação, coordenada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), alcançou cidades em Mato Grosso e em estados como Santa Catarina e Rio de Janeiro.

Bens Apreendidos

Os investigadores conseguiram sequestrar patrimônio estimado em aproximadamente R$ 17 milhões, dividido entre imóveis e veículos. Os imóveis confiscados totalizam cerca de R$ 16,68 milhões, incluindo propriedades de alto padrão localizadas em diferentes regiões.

Entre as apreensões estão um apartamento de luxo em Itapema avaliado em R$ 3 milhões, duas unidades imobiliárias em Balneário Camboriú estimadas em R$ 12 milhões no conjunto, uma residência em condomínio fechado na região de Camboriú (R$ 6 milhões) e uma casa de alto padrão em Cuiabá (R$ 1,5 milhão). Três terrenos também foram sequestrados, com valor conjunto aproximado de R$ 180 mil. Adicionalmente, quatro veículos foram apreendidos.

A operação também pleiteou o bloqueio de R$ 15,3 milhões em contas bancárias, montante identificado através da contabilidade recuperada durante as investigações.

Investigação e Comando à Distância

A Operação Replay representa o desdobramento de investigações anteriores que geraram as operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra. A nova fase foi desenvolvida com base em análise de dados telemáticos que revelaram a continuidade das atividades criminosas, mesmo com prisões anteriores.

Um aspecto relevante da investigação apontou que uma liderança da organização, custodiada em setor de segurança máxima do sistema penitenciário estadual, continuava exercendo comando financeiro e disciplinar sobre a estrutura. Comunicações interceptadas registraram cobranças, determinações de recolhimento, direcionamento de valores e orientações a operadores em liberdade.

Os investigadores identificaram ainda que um único chip de telefone atribuído ao líder foi utilizado em sete aparelhos celulares distintos entre setembro de 2025 e março de 2026, demonstrando método sofisticado para contornar controles penitenciários e manter comunicações clandestinas.

Estrutura Criminosa

A investigação mapeou uma estrutura organizacional com divisão clara de tarefas, núcleo financeiro próprio e utilização de contas de terceiros para movimentação de recursos. A análise da contabilidade recuperada apontou referências a R$ 14,09 milhões em valores congelados e movimentação de grandes quantidades de entorpecentes entre núcleos da organização.

Segundo a polícia, as aquisições de bens foram realizadas em nome de pessoas sem capacidade econômica compatível, prática comum em esquemas de lavagem de dinheiro.

Conclusão

A Operação Replay reforça o combate ao crime organizado em Mato Grosso, demonstrando a ação coordenada das autoridades contra estruturas criminosas sofisticadas. O sequestro de bens e bloqueio de valores representam medidas cruciais para desmantelar as redes de lavagem de dinheiro que financiam atividades ilícitas na região.

Fonte: Só Notícias

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