Centro-esquerda apresenta bloco unificado em MT
A coligação de sustentação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva estruturou em Mato Grosso um palanque totalmente coeso para o pleito de outubro, consolidando a maior expressão do bloco progressista em três décadas. A organização precoce e sem conflitos públicos contrasta significativamente com a fragmentação que marca o eleitorado conservador estadual.
A composição da frente progressista
O alinhamento oficial de Lula no estado terá como cabeça de chapa a médica Natasha Slhessarenko (PSD) na disputa governamental, acompanhada pelo vice Diogo Botelho (PDT). Para as duas vagas ao Senado Federal, a coligação indicou o ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD) e o ex-governador Pedro Taques (PSB).
A construção reuniu oito agremiações sob um único arco eleitoral: PSD, Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB), PSB, PDT e Federação PSOL/Rede Sustentabilidade. Segundo dirigentes partidários do grupo, a exclusividade do apoio presidencial garante à chapa não apenas a utilização da imagem de Lula no estado, mas também o controle centralizado do tempo televisivo e radiofônico, além da mobilização integrada de militâncias locais.
O cenário fragmentado da direita
Em contraposição à coesão alcançada pela esquerda e centro-esquerda, o campo conservador chega ao pleito profundamente dividido. A direita mato-grossense se apresenta pulverizada em três candidaturas concorrentes, marcada por divergências internas, isolamento partidário e ameaças de traição entre aliados.
O contraste entre a organização da frente progressista e a desarticulação da base conservadora, incluindo a de Flávio Bolsonaro e do governador Otaviano Pivetta, coloca em relevo a vantagem tática já acumulada pela coligação governista.
Fonte: Gazeta Digital






















