Bem-Estar Animal avança em capacidade de atendimento e reestruturação

Bem-Estar Animal avança em capacidade de atendimento e reestruturação

A Diretoria de Bem-Estar Animal (DBEA) passou por uma ampla reestruturação administrativa e operacional, resultando no aumento da capacidade de atendimento, na redução de custos e na implantação de ações preventivas e educativas inéditas no município, consolidando recentemente a diretoria como Secretaria Adjunta da Secretaria de Governo. Os benefícios chegaram ao espaço físico do Bem-Estar Animal, com ampliação da estrutura para atendimento e acomodação dos animais. A reforma ainda não está finalizada, mas em breve a população poderá conferir.

Para garantir maior transparência e comparabilidade dos dados, a partir de agosto de 2025 o Bem-Estar Animal adotou novas diretrizes na padronização dos atendimentos gerais, que passaram a incluir atendimentos clínicos, castrações, emergências, vacinas, resgates, denúncias e ocorrências, visitas técnicas, ações externas e atividades educativas. A mudança corrigiu lacunas de gestões anteriores e passou a refletir de forma mais fiel a real carga de trabalho da equipe.

Diante das medidas, os resultados foram se consolidando. De julho a dezembro de 2025, a equipe atendeu 506 ocorrências externas, com destaque para o pico registrado em setembro, quando foram contabilizadas 228 chamadas. No mesmo período, foram distribuídos 2.521 quilos de ração, reforçando o apoio a protetores independentes, lares temporários e animais em situação de vulnerabilidade.

As adoções somaram 76 animais, com recorde em setembro, quando ocorreram 27 adoções, resultado direto da ampliação das campanhas de adoção, inclusive no formato virtual, e do fortalecimento da rede de proteção. Já os atendimentos clínicos ultrapassaram a marca de 2.244 procedimentos no período, enquanto as castrações alcançaram um total parcial de 799 cirurgias, sendo um dos principais instrumentos para o controle populacional.

Outro destaque foi a implantação do EducaPet, programa de ações educativas lançado em setembro. Em apenas três meses, foram realizadas cinco ações voltadas à conscientização sobre guarda responsável, prevenção de maus-tratos e saúde animal.

Evolução mês a mês

O mês de julho representou o ponto inicial da transformação, coincidentemente a partir da gestão da médica veterinária Morgana Thereza Ens. “Era um tempo em que a DBEA operava de forma centralizada, com altos custos médios por atendimento, dependência de uma única clínica, ausência de programas educativos e inexistência de uma política municipal formal para a causa animal”.

“Em agosto iniciamos a reestruturação, com reorganização do fluxo clínico, ampliação de parcerias privadas, revisão da fila de espera e fortalecimento da rede de proteção. E, em setembro, atingimos a meta de expansão operacional e o início de uma política preventiva, com projetos inéditos como o EducaPet, a Cãoterapia, a ação POP Rua e a criação da Rede de Lares Temporários”, frisou a veterinária.

Em outubro, foi consolidada a maior capacidade operacional do período, com 522 atendimentos gerais e 249 castrações. Houve adesão de novas instituições parceiras, como a UNIC e a Clínica Cuiabana, fato que resultou na redução de emergências, na estabilização dos custos e no aumento da eficiência.

Em novembro, a implementação do novo modelo de gestão se consolidou, com estabilidade operacional, fortalecimento das ações educativas e manutenção dos indicadores e, consequentemente, redução de custos e aumento de eficiência no trabalho ofertado gratuitamente à população que se enquadra nos programas sociais do governo federal.

Nesse mesmo mês, o atendimento passou a ser realizado por meio de duas clínicas contratadas e com o apoio da UFMT, elevando a capacidade em 66%. O custo mensal foi fixado em cerca de R$ 164 mil, com redução significativa do custo médio por atendimento, que caiu para R$ 1.138,00, enquanto na UNIC o valor médio ficou em R$ 780,00. Outro ponto positivo é que o sistema passou a operar com dados padronizados e maior transparência.

Já em dezembro, foram registradas 62 ocorrências, entre denúncias, resgates e vistorias, 350 quilos de ração distribuídos, 323 atendimentos clínicos, 29 castrações e 11 adoções.

Projetos futuros

Para 2026, estão previstos projetos estruturantes, como a Política Municipal da Causa Animal, o programa CZE, captura, castração, identificação e devolução, coleiras refletoras para animais comunitários, ambulatório interno no canil, unidade permanente de castração, gatil municipal, ampliação das feiras de adoção, portal e ouvidoria da BEA e transporte assistido Uber Pet.

Segundo Morgana, “com as implementações realizadas, o Bem-Estar Animal deixou para trás um modelo caro, limitado e reativo, avançando para uma estrutura moderna, eficiente e com impacto social direto. Os números comprovam a ampliação do atendimento, a redução expressiva dos custos, o fortalecimento das ações preventivas e educativas e o aumento da confiança da população”.

mananotiniasmt

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